terça-feira, 8 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

OS SONS DA ARTE E DO SILÊNCIO 5

OS SONS
DA ARTE
E DO
SILÊNCIO
A madeira era o seu mundo, e durante anos e anos ouvir-se-á falar dos trabalhos do Senhor Eduardo: as ‘braseiras’ trabalhadas, as "cómodas", os móveis, as arcas (trabalhos feitos altas horas da noite na oficina - a “loja” ), o tabuleiro das cerejas (história deliciosa …), mais tarde os "bichos" e santos. Desse tempo ficou o gosto pela madeira (aliado a pequenos trabalhos obrigatórios de paciência e de polimento…) e o aroma do pinho, do castanheiro e do carvalho... 
                                                                                                                   Escultor Eduardo Martins

sábado, 5 de março de 2011

OS SONS DA ARTE E DO SILÊNCIO 4

OS SANTOS

A muitos carregaste em ombros, valente,
outros ao colo levaste, com um carinho
reverente, sacristão fiel e crente.

Das graças, senhora, mãe e menino,
das dores, redentor dos populares,
em tronos os alinhaste para o povo
dos fiéis cumprir votos e promessas,
esperando a benção sagrada
para livrar das tentações e demónios.

Velas, andores, procissões,
anjinhos, dias de festa;
foguetes, cânticos, preces,
sobem ao céu com desejos...

Agora ... com o mesmo carinho                       
e mãos lhes dás corpo
trabalhas em tronco lustroso:
a este estendes os braços
num abraço que o mundo abarca,
àquele colocas um menino no regaço,
a outro dás um livro, um bordão, uma chave;
são ramos de um cepo-tronco recortado
pelo gesto de um deus pendente
das tuas mãos de mágico e de santo.
                                                                                                (Esculturas de Eduardo Martins)
                                                                  

quarta-feira, 2 de março de 2011

SALA DE VISITAS 2

Quando um amigo nosso aumenta a família, tem um filho ou filha, a amizade junta-nos na celebração da vida e da alegria!
Quando o mesmo amigo publica um livro é como dar-nos nessas páginas um pouco de si, entregando a nós e ao mundo um "outro filho"! 
O Amigo conheço-o, Francisco Duarte Azevedo, e felicito-o pelo "livro-filho"!
O Livro quero conhecê-lo brevemente. Sugiro uma visita à página do Autor. http://omundonossaespera.blogspot.com/

                                                                 A "Sala de visitas" está aberta!...

SALA DE VISITAS 1



quatro paredes. duas e duas. 
uma janela. fotografias.

na parede em frente
da outra que está diante,
há quatro fotografias:
do pai, da mãe, do casamento, e...

na outra parede em frente
dessa primeira que eu vi
há mais quatro fotografias: meninice,
juventude, a mais recente, e ...

nesta parede de lado
e que passou a ser frente,
existem quatro figuras em pose de distinção:
na escola, na farda que lhe dá forma,
de fato e gravata na primeira visita à capital, e... 

em frente desta parede
a que também chamo frente,
ao lado da janela que a inunda de luz,
recriam-se quatro imagens: do futuro,
um amanhã, com futuro...

... a estas se junta a imagem
reflectida no espelho atrás da porta
naquela quarta parede.

esta dança de imagens
nas paredes do meu peito...
quantas fotografias, tantas!..



Antes que me perguntem, direi: sou eu, João S Martins. 
Se querem saber mais de mim, escreverei: leiam-me nestas páginas ou em outras folhas soltas. Por essa razão, estou aqui! Deixei que primeiro as imagens falassem. Agora me apresento.


Arte é amar... daí este amor pela arte, nas fotografias, pinturas, esculturas, nos livros, poesia e prosa, por amor às mesmas e à arte dos criadores. Estou aqui por gosto, porque gosto, e quero partilhar com os visitantes. Benvindos à "sala de visitas".
Por aqui irão desfilando esculturas de meu pai, Eduardo Martins, o grande Mestre da arte da madeira e da música, da vida, a quem devo a paixão que me inspira e arrasta; depois, rendas da minha mãe Julieta, pinturas da minha esposa Ivone, arte vária dos meus filhos Carol, Carlos e João Pedro. Brevemente será alargada a "Sala de visitas" onde os amigos poderão entrar a qualquer hora e partilhar... Nas horas "roubadas ao sono" incluirei alguns dos meus textos e poemas, fotografias, esculturas, pintura, qualquer que seja o campo a que a arte me leve. Assim sendo, os textos ou imagens não referenciados são da minha autoria. Não para falar de mim ou da minha aprendizagem da arte. Pelo amor que lhes dedico, respondo!
Guardar um tesouso não é escondê-lo mas divulgá-lo, partilhá-lo. Esta será a melhor forma, salvo opinião contrária, de preservar a arte. Nestes"museus" vivos que a tecnologia nos oferece. O menos valorizado de hoje poderá ser o tesouro de amanhã. O meu, o vosso!

Disponível como sempre, poderei ser contactado pelo e-mail: joaomartins54@aol.com

Entrem! A porta está aberta...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

   ESCRITA DO NADA (aparente) AO QUASE NADA…
Notícia após notícia vão chegando da velhice as novidades, as partidas, histórias feitas longe de outras vidas que na roda do tempo vão girando. Manhãs há em que converso contigo, e tu me dizes ao ouvido: “Olá, amigo…”, à tardinha já só a saudade fala, tento ouvir a tua voz e não consigo. Chegaram mais notícias (más notícias) e do nada que surgiu depois de ti ficou aquele espaço misterioso, um quase vazio: não te escuto. Podes ter um nome teu, o meu ou de outro, será a imagem do escondido; entre o nada e o quase não distingo a tua face rica, fria e vaga, rosto universal, de muitos e de todos. 
E digo-te: “Até logo … Até breve... JC” como ontem disse ao teu e ao meu amigo…

domingo, 27 de fevereiro de 2011

OS SONS DA ARTE E DO SILÊNCIO 3



Nos poemas limo arestas                                          Raízes reinventadas passo a passo                        Madeira, raiz sã,
usando esta madeira e estas mãos,                      estendidas mundo fora;                                              palavras do coração
o tempo irá trazer lume e dará cor                       laços dão voltas, regressam                                     fruto das mãos
à voz macia que o poema encorpa;                      às mãos que lhe deram forma.
da madeira-matéria escolho a forma
risco, desenho e deixo sossegar.                                                                               Obras em madeira de Eduardo Martins

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

OS SONS DA ARTE E DO SILÊNCIO 2

Na biblioteca da vida são muitos os livros sequencialmente organizados nas prateleiras dos anos, fruto do labor e da paixão, de tantas e tantas horas escritas: hoje a poesia, amanhã o romance, logo o drama; aqui cânticos de esperança, além dicionários à espera de serem usados para definir significados e origens, manuais escolares de tantas épocas e eras, cartas, atlas, mapas, cronologias, contos, história e histórias... enfim, tantos e tantos livros. Mesmo assim, há quase sempre um livro que falta, “o livro das horas” da vida que se vai escrevendo raíz por raíz, erguendo-se tronco a tronco, capítulo por capítulo, instante a instante. 

     Pelo meio, albuns de fotografias...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Escultor Eduardo Martins


OS SONS
DA ARTE
E DO
SILÊNCIO


“um homem está sempre em construção ... ”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

rendilhadas subtilezas do amor


rasgar espumas prolongadas
em fatias de vento 

levar nuvens e cortinas
para lá das janelas e 
colher a luz da corrente 

de um ramo de sonhos
fazer uma jarra ou
um livro de histórias

soltar tintas e estrelas
ser vela de navio
bordadeira de palavras gestos 

com as mãos do romance





      When we love what we do...
      When we do what we love...
      When we really love...
      We do lovely things...


      With all my mom's Love




As mãos da minha mãe!...
           (escultura de João S Martins)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cesto de flores

Cesto de flores (aguarela de Ivone Martins)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

valentim


Flor (arte de João P. Martins)
hoje estarei de olhos abertos
e coração acordado para escutar
as palavras que fogem aos ouvidos
e os sinais que o vento possa afastar
do teu rosto. irei preparar
o jantar como faço noutros dias
hoje com renovado sabor e direi

que as madeixas do teu cabelo
refletem uma áurea diferente talvez
a mesma de tantos outros dias
aquela que hoje eu vejo nova
porque hoje é dia de sentir
o teu perfume de sempre que
o vento deixa em minha mão

talvez a diferença não esteja no dia
nem em ti mas no meu olhar
nas minhas mãos na minha boca
e por isso te digo que hoje é dia
de ser o dia em que tudo é diferente
até o teu sorriso e porque não o meu
o dia em que o meu silêncio fala com o teu
                                                
                                                    valentim