segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013


Happy   2013   Feliz
prolongando os desejos  -  concretizando os sonhos  -  dando voz às palavras


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

é a vida...

viagens

hoje dentro de mim
aqui
corda esticada
a vida !...
nas mãos as pontas
do amanhã os
(a)braços

pessoal instante

a palavra é assim o poema
mais além
venha de onde vier o tempo
desse instante
íntimo

na montanha

um oásis de solidão
deserta
onde o futuro é cada vez mais
curto o presente
doado grão a grão

novembro

um setembro doce e depois
novembro calmo amargo
quase parado

tenso e quente balanço
de incertezas expectantes
sem receitas
sem registos
sem milagres.

dezembro

só. esperança. sós
é inverno
todos os anos
e meses

domingo, 23 de dezembro de 2012

e se amanhã...

e se amanhã
na rua dos desejos
alguém me contasse
uma história...

e se essa história
na rua dos sonhos
também me falasse
de um segredo...

e se em segredo
eu revisitasse
a rua dos meninos
que sonham...

talvez eu escrevesse
a história que era um sonho
fruto de um desejo
de menino

sábado, 22 de dezembro de 2012

pedaços de natal 3


 nos rios das memórias da infância
a idade das neves das águas dos bosques

Arte de Ivone Martins

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

Natal Português


 
Natal branco e vermelho
vermelhinho de belém
não há como fugir ao tom;

até na Ferry o sino
que à noite rasga o sereno
azul, não altera o som.

Natal amarelo,
laços a verde e vermelho
e um bombom!
Parece Portugal!

Que bom!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

pedaços de natal

 

em cada canto um pedaço de um sorriso que ilumina
 em cada pedaço o encanto da arte de ser menino
 
Arte de Ivone Martins

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

se uma palavra se perde



se uma palavra se perde
no caminho entre pedras
na boca a linguarejar
na branca folha ou no ar

e se ela vai para o mar
dos ouvidos surdos moucos
quantas não serão as percas
que vamos sentindo aos poucos

os muitos que não escutam
porque não querem ouvir
perdem mais de tanto rir
dos outros que chamam loucos

já me perdi nas palavras
que nascem em cada canto
de uns lábios cheios de encanto
ou das mãos que a terra lavram

nas esperança de que cresçam
palavras nesse outro campo
de tantas que eu recolho
nas linhas deste meu canto
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

pedaços de natal

  
pedaços de natal  
de árvores de luz
de branco e de azuis
de neves e festas
 



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os sons da arte e do silêncio - 27


















quando os sinos tocam no silêncio escuto os sons a arte e as mãos

(Eduardo Martins - 8 de Setembro de 2012 - Igreja Matriz de S. Pedro, Manteigas)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"o último leito"



(não) quero que um dia tu sejas o calor que abrace o meu corpo abandonado nem teu vestido o meu último lençol pois o frio sentido traria gelo ao teu coração como agora arrefece o meu só de pensar. quero? aconchega-me a ti apenas e aquece-me. dá-me as tuas mãos. agora


(a minha mais recente escultura em madeira, segundo desenho original de Fernando Silva)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

mil


há mil canetas dispersas
nos cantos escuros sem porta
perdida que foi
a palavra chave
 
mais de mil letras voando
empurradas pelo vento
filhas do outono
à porta do tempo
 
mais de mil nós só nas cordas
vozes rasgadas desertas
na secura extrema
da boca cerrada

mil livros à espera de mil olhos
outras tantas figuras escondidas
entre as folhas
e a sombra das árvores

mil fios tecidos no corpo
nas primícias adormecidas
em linhas de versos
mil desejos
 
à soma das mil vozes
se junta um oráculo de
mil palavras
mil e uma
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

esculturas "de ver as mãos" - 18. hércules...

que peso e colunas tu suportas
que forças te aguentam na vida
quando nós próprios em cada instante
urgentemente das mesmas precisamos?

domingo, 4 de novembro de 2012

puzzle




juntar peça com peça
em tempos de escuridão
quando uma só vela
aponta o rumo

naturalmente ao alto
a chama estende a luz
e foge deixando rastos
de claridade ou fumo

ou sombras espalhadas
resíduos de ambição
ou o ténue fogo

da secreta esperança
e o desejo de que o vento
empurre a desilusão


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

palavras de barro... ou de vidro


escreve um livro... dois... três!... mesmo que sejam de barro.... ou com palavras de vidro

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

esculturas "de ver as mãos" - 16. olhares

cara a cara olhos nos olhos
para quê mais palavras?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

12:08 ou 12:09

doze e oito ou doze e nove
o dia ao meio parado
caminhamos nós ao lado
é o tempo que nos move

nem o relógio sabe
o tempo que agora marca
é tanto o tempo passado
do tempo em que o tempo dava

cobertos do pó do tempo
os ponteiros não andaram
com o sol apenas marcam
a sombra do próprio tempo

que tempo haverá para lá
das horas do tempo de hoje?
ficaremos nós para trás?
depressa que o tempo foge

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

esculturas "de ver as mãos"


as esculturas "de ver as mãos" que mostro neste blogue desde agosto deste ano, são algumas das muitas que fazem parte da minha colecção; não foram trabalhadas por mim, são apenas minhas; e dos amigos que as quiserem apreciar ...
porque gosto delas, de "ver as mãos" dos artistas que as criaram, perguntando à madeira e às formas o que lhes está sujacente, que história nos querem contar. para além de peças de arte, são pedaços de história, de histórias ...
 têm-me pedido para fazer uma exposição com algumas dessas esculturas. aqui estão disponíveis para quem as quiser observar, admirar, questionar. se alguém as quiser observar "ao vivo", estarei disponível. até lá, aqui vão estando...
outras mais virão. que todos se gozem delas; e "vejam as mãos"...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

esculturas "de ver as mãos" - 15. rugas











marinheiro ou soldado
jaqueta grossa de pano
quente fogo da madeira
afagado rosto

terça-feira, 16 de outubro de 2012

esculturas "de ver as mãos" - 14. identidade


  

a visão no espelho ou no olhar
divide-se entre o rosto e o resto

algumas cicatrizes invisíveis ou
olhares de ocasional espanto.

assim se apresentam e distribuem
os espaços e as formas da barba
  
quando falamos em identidade
fidelidade e coerência

mudarão talvez os traços jovens
as palavras e o rosto são os mesmos.

domingo, 14 de outubro de 2012

saudades das palavras




perdemos o "azert" o "hcesar"
as letras de antigamente
a música das teclas será  
digital silenciosa diferente 
mas as palavras... as palavras
continuam a fluir não mudam
as mãos as ideias. o coração
as movimenta e edita e
lança no papel na distância

esculturas "de ver as mãos" - 13. os tempos do longe


nos longos tempos do longe
o menino lia... e adormecia
repousando sobre o mundo

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

quando menino eu lia ...


livros das perguntas foram tantos
livros das respostas escreverei

escrevia menino com vírgulas e pontos
assim me ensinou a velha mestra
com letras bordadas umas bem maiores
que outras. só mais tarde aprendi
que todas as letras são irmãs iguais
como nos livros que eu lerei ou
na música de um músico de vidro
clássico ou mínimo lhe chamam
e dá corpo grande ao som
à alma das ondas hertezianas.

não havia sombras nem fantasmas nas folhas
dos livros nos rios da minha infância
repletos de alegrias que as fantasias dos livros
prolongavam os dias e as noites fora
na infância da minha aldeia
em que soldados e vaqueiros se juntavam
aos príncipes e gatos e na mesma página
lutavam e quando eu adormecia
bebiam todos do mesmo copo
antes de junto a mim se anicharem.

In: "quando menino eu lia...", João S Martins, inédito