SPORT CLUB PORTUGUÊS - Newark, NJ - 6:30 PM
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terça-feira, 19 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
palavras de maresia de um viajante do tempo
Baldomiro Soares
não há ventos ou viagens que o demovam
como os pescadores vai ao mar e de novo
volta à casa onde os sonhos moram.
o coração é a praia grande do seu povo
é lobo de mar em barco de tábuas
de palavras de histórias de aventuras
homem de ricas e profundas águas
nos oceanos sonhando escritas futuras
homem de ricas e profundas águas
nos oceanos sonhando escritas futuras
20 de Março / Sport Club Português - Newark
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sábado, 2 de março de 2013
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Uma Odisseia humana, de Olhão a Olhão, com o Mar pelo meio!
DIA 7 DE MARÇO DE 2012 - 6:30 pm - SALÃO NOBRE DO SPORT CLUB PORTUGUÊS
55 PROSPECT STREET, NEWARK, NEW JERSEY-APRESENTAÇÃO DO LIVRO
Acabei de ler o "Odisseia Marítima", que de alguma forma conhecia, tal o entusiasmo com que me falava durante a sua escrita. Não desiludiu!
A paixão pela vida está presente da primeira à última palavra!
Literariamente, as transições da história pessoal para o colectivo (gente da terra, "a sua") parecem-me conseguidas, felizes, sem se transformar em colectânea de biografias, o que já por si seria agradável.
Há uma linguagem simples, bem desenhada, digna, afectiva mesmo, emotiva sem ser melodramática. Terá ajudado nisso algum distanciamento na visão histórica e no tempo da escrita.
A fé atravessa o livro do princípio ao fim. Prova de que, quem acredita e quer, consegue: na vida, no mar, na escrita, nos mil e um recantos do Homem.
Carinhosa e omnipresente a homenagem ao "Lobo do mar" e a tantos outros lobos dos oceanos. Discreta a presença de Cristina!... pressente-se, tem-se a certeza que está lá sem se impor.
Literariamente, as transições da história pessoal para o colectivo (gente da terra, "a sua") parecem-me conseguidas, felizes, sem se transformar em colectânea de biografias, o que já por si seria agradável.
Há uma linguagem simples, bem desenhada, digna, afectiva mesmo, emotiva sem ser melodramática. Terá ajudado nisso algum distanciamento na visão histórica e no tempo da escrita.
A fé atravessa o livro do princípio ao fim. Prova de que, quem acredita e quer, consegue: na vida, no mar, na escrita, nos mil e um recantos do Homem.
Carinhosa e omnipresente a homenagem ao "Lobo do mar" e a tantos outros lobos dos oceanos. Discreta a presença de Cristina!... pressente-se, tem-se a certeza que está lá sem se impor.
Que mais poderei dizer-lhe, Baldomiro? Gostei!
Parabéns.
Parabéns.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Sala de visitas - diagonal do sol
diagonal do sol - 1
brilha no amareloatravessa as cidadesredesenha linhascurvos contrastesem quadrado irreal
quem nasceu primeiro?a luz ou a cor?
diagonal do sol - 2
amarelo redondocruzando cristaispresentes nas sombrasgestos curvossentidos despertos
quem nasceu primeiro?o olhar ou a mão?
Pinturas de Mateus Costa
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sábado, 2 de julho de 2011
SALA DE VISITAS 10 - o guardador de rebanhos ("eu"pastor)
Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
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terça-feira, 28 de junho de 2011
SALA DE VISITAS 9
em que lias e lias os postaisque te enviava ou as mensagensespalhadas sobre as mesasmesmo que escritas com o pódos tempos. agora já não há pófoi limpo das mesas e das vidastempo esterilizado. interrompidoaqui e ali por bruscos safanõesque não aceleram o relógio.
suspeito que é assim queas mãos envelhecem. algumastristes definham outras acabampor morrer. como as plantasnão regadas pelas gotas de águanem pelos minutosde espera noite fora.
Pintura a óleo de Mateus Costa
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terça-feira, 14 de junho de 2011
SALA DE VISITAS 8 - recado para ti em lisboa
só para nós
dá-me um livro que
eu não o lerei a sós
antes prefiro o enleio
de o ler na tua voz!
conta um conto que eu não conto
sobre nós
histórias ponto por ponto
se tu as lês eu não falo
e o meu silêncio embalo
no bailar da tua voz.
Aguarela de Fernando Silva
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
SALA DE VISITAS 7 - Exposição e Livro
"EM TONS DE NOITE E LUZ"
Porto - Lisboa - Nova York
Porto - Lisboa - Nova York
cidades que Fernando Silva reconhece com grande influência na sua vida e na sua arte
Foi apresentado o mais recente livro de João S Martins
o seu nome era Maria
que inclui ilustrações de Ivone Martins, Carol, João Pedro, Carlos Eduardo e Fernando Silva
CREA - Casa do Ribatejo Espaço Arte - 156 Rome Street
Newark, NJ - Tel. 973 578 8145
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sábado, 30 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
SALA DE VISITAS 5 - As ondas do fado
há um fado em cada esquina
em cada esquina da alma
há uma esquina em cada alma
que canta um fado...
há uma esquina em cada verso
na voz redonda de um fado
cantado de porta em porta
que se abre à alma
há um fado entre alma e alma
um gesto da alma à janela
escuto a voz da saudade
alma do fado
Guitarra portuguesa - Alberto Resende
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terça-feira, 15 de março de 2011
SALA DE VISITAS 4
ferry street ferry street ferry
os meus filhos nasceram aqui. eu nasci aqui
os meus filhos nasceram aqui. eu nasci aqui
porque eu nasci muitas vezes.
atravesso a ferry street. comigo, a minha memória
atravessa a ferry street.
sou feito de sangue e de memória. as palavras
pararam dentro de mim. as palavras misturaram-se
comigo.
portugal dito em inglês. a estrada que chega e
que parte da minha terra, dita em inglês.
memória: my mother, her fingers touching my
face, her lips saying words: filho
atravesso a ferry street. comigo, a minha memória
atravessa a ferry street.
portugal. sou feito do teu rosto. nascemos juntos.
memória: my country, my trees and my eyes.
my blood.
atravesso a ferry street. comigo, portugal Poema de José Luis Peixoto
atravessa a ferry street. Pintura a óleo de Fernando Silva
os meus filhos nasceram aqui.
eu nasci aqui.
eu nasci muitas vezes.
street ferry street ferry street ferry streetferry street ferry street
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sábado, 12 de março de 2011
SALA DE VISITAS 3
groselha e outras palavras
numa folha branca podemos
| Groselha de Tifany Hufford |
escrever quase tudo... a luz e
o coração e a groselha
esse fruto vermelho de sabores
antigos que ferve e semeia viagens
de pombas em revoada
podemos escrever as mãos e
a esperança tanta quanta
a tinta que a caneta verte
na memória do meu corpo
minha palavra desejo
saudades de percorrer
os mapas desenhados
sulcos regados a sal e sol
vales onde corre leite e mel
numa folha em branco podemos
escrever quase tudo... tudo
por inteiro
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quarta-feira, 2 de março de 2011
SALA DE VISITAS 2
![]() |
Quando o mesmo amigo publica um livro é como dar-nos nessas páginas um pouco de si, entregando a nós e ao mundo um "outro filho"!
O Amigo conheço-o, Francisco Duarte Azevedo, e felicito-o pelo "livro-filho"!
O Livro quero conhecê-lo brevemente. Sugiro uma visita à página do Autor. http://omundonossaespera.blogspot.com/
A "Sala de visitas" está aberta!...
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SALA DE VISITAS 1
quatro paredes. duas e duas.
uma janela. fotografias.
na parede em frente
da outra que está diante,
há quatro fotografias:
do pai, da mãe, do casamento, e...
na outra parede em frente
dessa primeira que eu vi
há mais quatro fotografias: meninice,
juventude, a mais recente, e ...
nesta parede de lado
e que passou a ser frente,
existem quatro figuras em pose de distinção:
na escola, na farda que lhe dá forma,
de fato e gravata na primeira visita à capital, e...
em frente desta parede
a que também chamo frente,
ao lado da janela que a inunda de luz,
recriam-se quatro imagens: do futuro,
um amanhã, com futuro...
... a estas se junta a imagem
reflectida no espelho atrás da porta
naquela quarta parede.
esta dança de imagens
nas paredes do meu peito...
quantas fotografias, tantas!..
Antes que me perguntem, direi: sou eu, João S Martins.
Se querem saber mais de mim, escreverei: leiam-me nestas páginas ou em outras folhas soltas. Por essa razão, estou aqui! Deixei que primeiro as imagens falassem. Agora me apresento.
Arte é amar... daí este amor pela arte, nas fotografias, pinturas, esculturas, nos livros, poesia e prosa, por amor às mesmas e à arte dos criadores. Estou aqui por gosto, porque gosto, e quero partilhar com os visitantes. Benvindos à "sala de visitas".
Por aqui irão desfilando esculturas de meu pai, Eduardo Martins, o grande Mestre da arte da madeira e da música, da vida, a quem devo a paixão que me inspira e arrasta; depois, rendas da minha mãe Julieta, pinturas da minha esposa Ivone, arte vária dos meus filhos Carol, Carlos e João Pedro. Brevemente será alargada a "Sala de visitas" onde os amigos poderão entrar a qualquer hora e partilhar... Nas horas "roubadas ao sono" incluirei alguns dos meus textos e poemas, fotografias, esculturas, pintura, qualquer que seja o campo a que a arte me leve. Assim sendo, os textos ou imagens não referenciados são da minha autoria. Não para falar de mim ou da minha aprendizagem da arte. Pelo amor que lhes dedico, respondo!
Guardar um tesouso não é escondê-lo mas divulgá-lo, partilhá-lo. Esta será a melhor forma, salvo opinião contrária, de preservar a arte. Nestes"museus" vivos que a tecnologia nos oferece. O menos valorizado de hoje poderá ser o tesouro de amanhã. O meu, o vosso!
Disponível como sempre, poderei ser contactado pelo e-mail: joaomartins54@aol.com
Entrem! A porta está aberta...
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