que peso e colunas tu suportas
que forças te aguentam na vida
quando nós próprios em cada instante
urgentemente das mesmas precisamos?
doze e oito ou doze e nove
o dia ao meio parado
caminhamos nós ao lado
é o tempo que nos move
já nem o relógio sabe
o tempo que agora marca
é tanto o tempo passado
do tempo em que o tempo dava
cobertos do pó do tempo
os ponteiros não andaram
com o sol apenas marcam
a sombra do próprio tempo
que tempo haverá para lá
das horas do tempo de hoje?
ficaremos nós para trás?
depressa que o tempo foge
a visão no espelho ou no olhardivide-se entre o rosto e o restoalgumas cicatrizes invisíveis ouolhares de ocasional espanto.assim se apresentam e distribuemos espaços e as formas da barbaquando falamos em identidadefidelidade e coerênciamudarão talvez os traços jovensas palavras e o rosto são os mesmos.