sábado, 31 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
todas as letras são iguais
escrevia menino com vírgulas e pontos
assim me ensinou a velha mestra
com letras bordadas umas bem maiores
que outras. só mais tarde aprendi
que todas as letras são irmãs iguais
(...)
não havia sombras nem fantasmas nas folhas
dos livros nos rios da minha infância
repletos de alegrias que as fantasias dos livros
prolongavam os dias e as noites fora
na infância da minha aldeia
In: “quando menino eu lia...”, Inédito
Pintura de Fernando Silva
Etiquetas:
poema,
poesia,
quando menino eu lia
quarta-feira, 23 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
reflexos
pensei comer morangos
sem delito. resolvi
usar uma toalha de linho
a mais bordada e prendada
na mesa com
desenhos
um tronco com a idade
das flores jovens
junto aos pés
às pernas a caminho da fonte
não adormeci enquanto
cantavas
no meu encantamento. sou
antes do sol nas areias
mais dos lados das montanhas
domingo, 13 de abril de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
um, dez, mil
um ou dois ou cemos passos com nomessapatos com marcasdeixadas na lama
dez vinte ou milbilhetes compradosna esquina da sortede um barco no porto
as cartas contamaos centos os selosos voos das avesde ninho para ninho
transportam desejospromessas e sonhosque os beijos deixaramperdidos na noite
terça-feira, 1 de abril de 2014
sabor do silêncio
O silêncio desenha o eco que me empurra.
Rui Goulart
Rui Goulart
de tempo em tempode tempo em ventode vento em ventoviajam novaspalavras aladasde vila em vilada ilha a vilade ilha em ilharebenta a espumapalavras de rendade silêncio em silênciode boca em bocano silêncio da bocae na voz da vozcrê nas palavrasdepois chega o ventonas ondas da voze na vila da ilhachove na almaum doce sabora silêncio
domingo, 30 de março de 2014
fado? porquê?
porque gosto que me cantes
e toques em cordasinvisíveisa guitarra marca o passodas palavrasnão se esgota num só gritoa voz do povonas tabernas entre coposcrescem versosnoite fora nas janelasnascem luzese eu recolho a casa só(sem enfado)continuo a gostar de ti
... é o meu fado!
Etiquetas:
as ondas do fado,
escultura João Martins,
poema,
poesia
Subscrever:
Mensagens (Atom)





