domingo, 30 de março de 2014

fado? porquê?



porque gosto que me cantes
o teu fado
e toques em cordas
invisíveis
a guitarra marca o passo
das palavras
não se esgota num só grito
a voz do povo
nas tabernas entre copos
crescem versos
noite fora nas janelas
nascem luzes
e eu recolho a casa só
(sem enfado)
continuo a gostar de  ti
         ... é o meu fado!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mão


Desenho a carvão de Mateus Costa

segunda-feira, 24 de março de 2014

IPMA 2014 - "Enquanto as pedras me falam"

 
"Enquanto as pedras me falam"

Vencedora na categoria 
"World Music/Fado"
Fátima Santos, voz

Vencedora na categoria 
"SONG OF THE YEAR"
Autores: João S Martins (poema) 
José Luis Iglésias (música)

terça-feira, 18 de março de 2014

livros de amor e de perdição


                livros de perdição livros dispersos
           mapas de regresso ao alcance da mão

segunda-feira, 17 de março de 2014

do tempo do sol e o tempo



Há sempre tempo para o tempo
de te escutar, meu amigo.
Conto os instantes, e agora
sinto saudade, hora a hora,
do tempo de estar contigo.

 tempo me dá razão,
faz justiça a horas próprias,
repara feridas, dá a mão,
repõe verdade, sem histórias,
com o tempo, tempos vão…

Conta-me histórias sem tempo,
dá-me sons, versos em linhas,
notas de tempos perdidos,
chaves, espaços de um sol
que me inebrie os sentidos.

Tu vens, ficas… partes, voltas…
está sempre a porta aberta.
Deixa passar os minutos,
não marques tempo, que importa,
nunca serão horas mortas.

sexta-feira, 14 de março de 2014

da outra memória

quero lembrar e guardar
as viagens que não fiz
ou que nunca farei
antes que aconteçam
antes que me esqueça
dos mapas do teu rosto
antes que esqueça antes
que a tarde seja tarde
e quero que recordes muitos
outros poemas e sonhos idos
e os outros que perderei
antes de ter esquecimento
esta palavra da moda
do risco ténue e frágil linha
entre vida e desmemória sorrateira
confundo os nomes que esqueci
os teus olhos que me olham
e o sabor dos beijos e rostos
que não beijo nem vejo
ou o livro que leio se o leio
e viro a página única
como os títulos os aniversários
aos quais não saberei mais
virar os dias ou  as páginas

nota:
como escrevi num livro antigo
(quando o tempo se dilui
ficam as palavras)
“se um dia não puder ver mais
tu serás a menina dos meus olhos”

olhar? distante? de que falávamos?
onde íamos nós? talvez...
ao teu lado...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

livros e ... (+) livros

 
 quando o miolo é mais suave que a casca...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

(...)


votos de paixão e de silêncio

na idade em que tudo é ambição

para outros um futuro e a nós

a eternidade encondida no desejo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

o tempo e as coisas

                                 "O tempo pôs as coisas no lugar"
   
       Gabriel Garcia Marquez,
       In “Cem anos de solidão”

no meu lugar o teu tempo
deixou espaços e coisas
o vazio de outras coisas
que preenchiam o tempo

sombras do que não existe
nos espaços já vazios
as coisas têm o seu tempo
das coisas que já não estão

e tudo teve o seu tempo
para as coisas de outro tempo
vai-se o tempo vão-se as coisas
fica a saudade das coisas

e sem que as coisas voltem
nascem memórias no tempo



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

(...)


há mais palavras no forno
deste pão feito de letras
escritas para despertar      
o silêncio