que
fogo... que fôlego...
que
paixão... que palavra
ficará
por dizer nesta maratona
em
que parecem apenas resistir
o
olhar ao longe
o
coração
agora ou mais tarde lereio que ainda não escreviadivinharei o caminhopensado entre as linhasescitas onde as palavrasme levam. outro caminhodescoberto novos rastosnum jogo de cabra-cega
que está para além da vendaque me cobre os olhose os mapas. esses leioe deixo a natureza falar
nas histórias que no vento
a noite em silêncio conta!
o dia anseia pelo escuro repousonoite fora altas horas as estrelas
despertam saudades do solali ao lado a casa da lua
porta com porta com o silêncio da rua
na vizinhança das sombras
as folhas pendentes no tronco sãopalavras dormentes não ditas
as mesmas que o chão aguarda
e o fogo lento que até então aquece
enrola-se na cinza e esmorece nas horas
em que quase tudo ou nada acontece
as mãos limpam os vidros molhados
dos sonhos e das melodias que escorrem
reflexos de um interior que arrefecese reanima volta a si e esfuma(sem respostas na contínua rotunda)saudade repetente de um tempo antigoque não volta a acender a velaa candeia a lareira a almaas mãos vazias (e a esperança?!...)na noite que se fecha dia após dia
Mesmo assim, para esses momentos privados, prefiro segurar nas mãos uma folha de papel, com cheiro ao longe, à terra e à tinta, às roupas de quem a escreveu, colou um selo no envelope que segurou junto ao peito, talvez com um beijo transportado às escondidas, não vão os correios cobrar um selo extra pelo “peso” das saudades! Seja deste correio ou do outro, o melhor, mesmo, será continuar a escrever!
Já agora: "escreve-me uma carta"!...
"No dia 8 de novembro de 2013, os alunos de POR108 da Princeton University,
que começaram a estudar português há quase dois meses, visitaram a comunidade
portuguesa e brasileira no Ironbound em Newark, NJ. Foram acompanhados pelos
professores Nicola Cooney, Andrea Melloni, Megwen May Loveless e Luis
Gonçalves. Na Ferry Street, foram à Teixeira's Bakery, onde provaram pastelaria
portuguesa - os pastéis de nata foram um sucesso. Depois, visitaram o
jornal Luso-Americano, o mais antigo jornal de língua portuguesa dos EUA e
muito agradecemos ao jornalista Luis Pires a disponibilidade para nos receber e
falar connosco. Depois fomos ao Sport Clube Português de Newark, onde falámos
primeiro com o artista plástico Fernando Silva (que fez e pintou os azulejos
que vocês podem ver na Teixeira's no vídeo e tem o seu trabalho em 38 estados
americanos) e com o escritor e escultor Joao Martins, que nos falou do projeto
"Ferry Street, rua da palavra". Depois, terminámos a visita com uma
noite de Fado com a fadista Fatima Santos, a quem muito agradecemos, no
restaurante Pic Nic. Este é um curto vídeo sobre o dia."na perseguição da palavra
perfeita corremos o risco
de ficar calados o que
não é necessáriamente
o mesmo que em silêncio
semelhante será a palavra
escondida por medo
de dizer algo errado.de bonita ficará para tia
não sai da janela nem produz.
uma casa pode terum sentido maior que apenasparedes telhado e portao que por si já seria bompara pendurar as memóriasdos tempos nas paredesdepois de as trazermosficando a marcar a vidano regresso das viagens.depois de entrarmos portadentro deste lugara que chamamos nossonem seria necessárioter porta de fechar. assimos amigos entrariame as vozes e as conversaspoderiam circular livrespelas ruas da cidade.do telhado viria a certezade que a chuva não molhariaa roupa e os ossos apenasregaria as flores o pão e o vinhoque habitariam a casa juntamentecom as mãos o cão e as histórias.e nesta casa que é o meu peitocada um de vós será o primeiroconvidado da grande festa