segunda-feira, 8 de abril de 2013

piano 2

no piano não há branco
nem preto quando tocas.
os teus dedos e as sombras
dos sons saltam
entre o que julgamos
ver a preto e branco.
aí sim estão as cores
do que me dizes mil vezes
mil tons e rostos mil cores
na sua aparente ausência.
porque nada é definitivo
nas tuas mãos quando tocas.
que diferenças
entre os botões e as teclas
do piano e as outras
do corpo do computador?
sensibilidade? audição? imaginário?
reais as notas ou as anotações
a escrita as falas 
de um e de outro
                                         In: "prelúdio na cidade" - Inédito, João S Martins

quinta-feira, 4 de abril de 2013

adoração



talvez só um coração de mãe entenda 
plenamente esta adoração por um filho
neste gesto da serenidade contemplativa

terça-feira, 2 de abril de 2013

piano 1



a misteriosa invisibilidade do vento
é como um prelúdio de debussy
o piano corre entre os dedos
e nele os olhos divisam
o véu ténue que afagam
em delicados gestos únicos

soam frases translúcidas
suspensas adivinhadas
na voluptuosidade das cortinas.
mistério esta brisa interior
invisível pensamento decantado
subtil jogo de encantamento

há cascatas de sentimentos
condensados na pele.
a água corre em sintonia
deixando vogar o tilitar
dos sons em crescendo: 
múltiplo compasso binário prolongado 
                     In: "prelúdio na cidade" - Inédito, João S Martins

sábado, 30 de março de 2013

Ferry Street Rua da Palavra


"Rua da Palavra surpreendeu-me porque comecei a ler em jeito ligeiro mas dei por mim a ler por dentro das palavras, fiquei envolvido... e a minha mente a formar imagens através dos versos. É bom. Gosto. Leva-nos a viajar nas palavras"   (um leitor)
                          (www.ferrystreetlivro.blogspot.com)
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

depois de uma leitura



"broken english"
ou a
polifonia de sonhos intactos


pode ser partida a minha fala
mantenho os sonhos intactos
(sempre ou quase exceptuando
breves momentos de dúvida e dores).
se bem que os sonhos podem ser
sonhados em qualquer linguagem
torna-se mais fácil sonhar
nas palavras que aprendi
com o leite e com os sonhos maternos

são tão universais como o coração
com o devido respeito pelas singularidades
deste e daqueles
quando escutamos nas ruas o linguarejar
e os adivinhamos nos rostos dos passantes
aí nessa rua de todos e de todos os sonhos
nessa rua que é casa também.

em casa sonhávamos e falávamos em polifonia:
na minha linguagem de berço ensinava os filhos
daí dependiam os laços com o longe e o tempo
e na linguagem deles eu aprendia as novas cores
dos sonhos. e de palavra em palavra de sonho
em sonho e nos verbos do coração
em vez de laços quebrados
tínhamos braços ligados

desde o tempo
em que os sentimentos nos ficaram
das raízes doutros tempos
e os sonhos ligaram as raízes aos frutos.

sexta-feira, 22 de março de 2013

DIA MUNDIAL DA POESIA




ler

quero
ler

ler
as páginas

as páginas
de uma rua

a rua
que eu quero

ler
a ferry street

ferry street
palavra que gosto

terça-feira, 19 de março de 2013

MARESIA EM POESIA - 20 de Março


SPORT CLUB PORTUGUÊS - Newark, NJ - 6:30 PM

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ler na Ferry Street

ler a ferry street

quero
ler
ler
as páginas 
páginas
de uma rua 
rua
que eu quero

                  ler a ferry street