terça-feira, 18 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

Natal Português


 
Natal branco e vermelho
vermelhinho de belém
não há como fugir ao tom;

até na Ferry o sino
que à noite rasga o sereno
azul, não altera o som.

Natal amarelo,
laços a verde e vermelho
e um bombom!
Parece Portugal!

Que bom!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

pedaços de natal

 

em cada canto um pedaço de um sorriso que ilumina
 em cada pedaço o encanto da arte de ser menino
 
Arte de Ivone Martins

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

se uma palavra se perde



se uma palavra se perde
no caminho entre pedras
na boca a linguarejar
na branca folha ou no ar

e se ela vai para o mar
dos ouvidos surdos moucos
quantas não serão as percas
que vamos sentindo aos poucos

os muitos que não escutam
porque não querem ouvir
perdem mais de tanto rir
dos outros que chamam loucos

já me perdi nas palavras
que nascem em cada canto
de uns lábios cheios de encanto
ou das mãos que a terra lavram

nas esperança de que cresçam
palavras nesse outro campo
de tantas que eu recolho
nas linhas deste meu canto
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

pedaços de natal

  
pedaços de natal  
de árvores de luz
de branco e de azuis
de neves e festas
 



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os sons da arte e do silêncio - 27


















quando os sinos tocam no silêncio escuto os sons a arte e as mãos

(Eduardo Martins - 8 de Setembro de 2012 - Igreja Matriz de S. Pedro, Manteigas)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"o último leito"



(não) quero que um dia tu sejas o calor que abrace o meu corpo abandonado nem teu vestido o meu último lençol pois o frio sentido traria gelo ao teu coração como agora arrefece o meu só de pensar. quero? aconchega-me a ti apenas e aquece-me. dá-me as tuas mãos. agora


(a minha mais recente escultura em madeira, segundo desenho original de Fernando Silva)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

mil


há mil canetas dispersas
nos cantos escuros sem porta
perdida que foi
a palavra chave
 
mais de mil letras voando
empurradas pelo vento
filhas do outono
à porta do tempo
 
mais de mil nós só nas cordas
vozes rasgadas desertas
na secura extrema
da boca cerrada

mil livros à espera de mil olhos
outras tantas figuras escondidas
entre as folhas
e a sombra das árvores

mil fios tecidos no corpo
nas primícias adormecidas
em linhas de versos
mil desejos
 
à soma das mil vozes
se junta um oráculo de
mil palavras
mil e uma
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

esculturas "de ver as mãos" - 18. hércules...

que peso e colunas tu suportas
que forças te aguentam na vida
quando nós próprios em cada instante
urgentemente das mesmas precisamos?

domingo, 4 de novembro de 2012

puzzle




juntar peça com peça
em tempos de escuridão
quando uma só vela
aponta o rumo

naturalmente ao alto
a chama estende a luz
e foge deixando rastos
de claridade ou fumo

ou sombras espalhadas
resíduos de ambição
ou o ténue fogo

da secreta esperança
e o desejo de que o vento
empurre a desilusão


sexta-feira, 2 de novembro de 2012