(a minha mais recente escultura em madeira, segundo desenho original de Fernando Silva)
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
"o último leito"
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escultura João Martins
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
mil
há mil canetas dispersasnos cantos escuros sem portaperdida que foia palavra chavemais de mil letras voandoempurradas pelo ventofilhas do outonoà porta do tempomais de mil nós só nas cordasvozes rasgadas desertasna secura extremada boca cerrada
mil livros à espera de mil olhosoutras tantas figuras escondidasentre as folhase a sombra das árvores
mil fios tecidos no corponas primícias adormecidasem linhas de versosmil desejosà soma das mil vozesse junta um oráculo demil palavrasmil e uma
terça-feira, 13 de novembro de 2012
esculturas "de ver as mãos" - 18. hércules...
que peso e colunas tu suportas
que forças te aguentam na vida
quando nós próprios em cada instante
urgentemente das mesmas precisamos?
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escultura de ver as mãos
domingo, 4 de novembro de 2012
puzzle
juntar peça com peça
em tempos de escuridão
quando uma só vela
aponta o rumo
naturalmente ao alto
a chama estende a luz
e foge deixando rastos
de claridade ou fumo
ou sombras espalhadas
resíduos de ambição
ou o ténue fogo
da secreta esperança
e o desejo de que o vento
empurre a desilusão
e o desejo de que o vento
empurre a desilusão
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
12:08 ou 12:09
doze e oito ou doze e nove
o dia ao meio parado
caminhamos nós ao lado
é o tempo que nos move
já nem o relógio sabe
o tempo que agora marca
é tanto o tempo passado
do tempo em que o tempo dava
cobertos do pó do tempo
os ponteiros não andaram
com o sol apenas marcam
a sombra do próprio tempo
que tempo haverá para lá
das horas do tempo de hoje?
ficaremos nós para trás?
depressa que o tempo foge
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
esculturas "de ver as mãos"
as esculturas "de ver as mãos" que mostro neste blogue desde agosto deste ano, são algumas das muitas que fazem parte da minha colecção; não foram trabalhadas por mim, são apenas minhas; e dos amigos que as quiserem apreciar ...
porque gosto delas, de "ver as mãos" dos artistas que as criaram, perguntando à madeira e às formas o que lhes está sujacente, que história nos querem contar. para além de peças de arte, são pedaços de história, de histórias ...
outras mais virão. que todos se gozem delas; e "vejam as mãos"...
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
esculturas "de ver as mãos" - 14. identidade
a visão no espelho ou no olhardivide-se entre o rosto e o restoalgumas cicatrizes invisíveis ouolhares de ocasional espanto.assim se apresentam e distribuemos espaços e as formas da barbaquando falamos em identidadefidelidade e coerênciamudarão talvez os traços jovensas palavras e o rosto são os mesmos.
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domingo, 14 de outubro de 2012
saudades das palavras
perdemos o "azert" o "hcesar"
as letras de antigamente
a música das teclas será
digital silenciosa diferente
mas as palavras... as palavras
continuam a fluir não mudam
as mãos as ideias. o coração
as movimenta e edita e
lança no papel na distância
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