não importa continente
latitude ou côr de pele
não há quem mude ou
que elimine o sonho !
lembro-me e reacordoaqueles momentos antigoseste e aquele e outro e outromomento em que não tínhamos tantosaber ou dinheiro ou podernem julgávamos assim tão importantespara nós mesmos (?) e para os outroséramos mais levesporque não nos carregávamostantosomos pesadose apenas sentimos o corpo.pelo caminho espalhamos as penaslonge vão ficando as asas
A pedido de vários amigos, inicio hoje uma série de imagens com algumas esculturas da minha colecção, umas centenas de frutos da recolha de alguns anos. Algumas serão mais antigas que outras.
Todas elas têm uma história, em comum têm o material, a madeira, alguma idade, a arte dos autores, a possibilidade de nelas "ver as mãos" de quem as trabalhou e criou.
O nome atribuído é da minha escolha. Em muitas delas, sem muitas palavras, só as perguntas que elas nos colocam. Teremos respostas?
da torga, da urze, das raízes, das mãos,entre sombras nascem filhos, nascem mães
FÁTIMA SANTOS * DAVID COUTO * DIANA MENDES * JOSÉ LUIS IGLÉSIAS * CESAR GARABINI
Vinhus Restaurant and Lounge
157 Westfield Avenue, Roselle Park, NJ
sentado numa pedra via águas correntes
e quando menos esperava via
nascer poemas nas margens dos rios.
é nos rios que navegam os poemascolhidos nas margens tantospoemas à margem da água que rega
e gera poemas e rios contidosnas margens poemas invadidos.
nos campos onde crescem e se colhem
os poemas o coração transborda
para as margens e a espuma dos riose os poemas frutos maduros
seguem o caudal da água até ao mar
até mais longe até à vida.
na época fértil os poemas-peixes
sobem à nascente e multiplicam
os versos fecundados de vida
e fazem a rede que liga o rio
da nascente ao mar às margens.
nas linhas nas malhas nos nós
das letras em palavras-barco tecelão
de agulha caneta feita mastro
ciclo de marinheiro aprendiz
nascido nas margens viçosas
onde cresciam ervas florese versos e à beira-rio ondecresciam violetas ao comprido
1.pedra madeira luz papel
tudo objectos de procura
mas era folhas que eu queria
linhas quadradas ou brancas
queria que tu me lesses
o que a voz não escrevia
2.memórias são lembranças da
eternidade a não perder
lia nas páginas do conscienteo que furava o solo e vinhaà superfície.e repetia repetiapor fuga ao esquecimentoantes que as águas que escorriam
lavassem a escritaqueria que o tráfico não andassee as ideias parassem por instantespara poder escrevê-lassó teve tempo de juntar algumas letras3.sou do tempoda língua de copérnicoquando se trata do movimentodos corpos não é mais o umbigoo centro mas a luz
quem me espreita na distância?
quem me lê entrecortado?
quem na terra da abundância
rouba a luz?
quem por dentro me resguarda?
quem serás tu que eu não vejo?
entre a sombra desenhado
que dirás?quem me olha do outro lado?quem me projecta na sombra?que pretendes esconderna escuridão?há palavras protegidashá segredos estreabertosnos espaços inquietosdas persianas
as janelas da poesiaora abertas ou semiluzes e sombrasparalelas como as lâminasque cortam as palavrasem fatias horizontaismais fácil é comertorradas cúbicasque ajustar as alturasdos sentimentosque transportame quando as persianassão feitas de pestanaspalpebras e olharesquem controla a abertura?quem apaga o sol?quem puxa o cordão?